Sunday, May 17, 2009

poucas palavras

Hoje eu estou com uma sensação de espaço dentro de mim .

Sabe aquele vazio, mas não é ele.

Porque eu sei o vazio, ele me é raro mas é inconfundível!

Estou com a sensação de pouco!

Um pouco que parece ser incompleto.

E é um é pouco de amor.

 Cheguei a conclusão que só meu amor próprio não me basta!

Tô querendo mais!

Tô precisando sem querer pedir.

Porque amor alimenta mas não é comida!

A gente tem que receber sem ter feito pedido algum!

É tão humano se sentir assim que nesses momentos esqueço da minha alma dentro de mim!


 

daniela rosa

dezessete de maio de dois mil e nove

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Wednesday, May 13, 2009

A cagada

 


 

 

Na intimidade da manhã e na  coletividade de uma rua , com prédios, casas esquinas e farol: uma árvore, e  nela também um canteiro.

Um pedinte que nada mendigava, passa por ela enrolado em seu cobertor, manhã de inverno.

Ele volta , olha pra árvore, e com a naturalidade que invejaria qualquer um que tem prisão de ventre, abaixa suas calças.

A gente só se constrange para defecar quando o faz em banheiro alheio.

Porque com ele seria diferente? Por ser ele alguém socialmente excluído?

Saibam que os excluídos também excluem!!!!!

Eu me senti conivente com sua atitude.Muitas vezes  me sinto assim: cagando para o mundo!!!

A árvore então, á tempos não recebe em sua raiz  algo tão orgânico !! Deve estar cansada de bitucas,  plásticos e pedaços de papel .

E lá no meu íntimo, eu invejei esse homem, por ter a dignidade de mostrar sua necessidade sem o menor pudor e dizer com merda aquilo que muitas vezes tento dizer com palavras!

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Monday, May 11, 2009

Rainhas

Era uma vez, num reino de arte aonde a imaginação era a lei, duas rainhas e três coroas. Eram duas mulheres soberanas. Três coroas afiadas . O poder cortante do julgamento faz um reino sangrento. E haja melaço e groselha para se encenar as guerras da história! Um único espaço labiríntico, aonde as palavras desviavam os pensamentos do caminho do coração. Enquanto uma bexiga vermelha pulsava um líquido contido, eu imaginava. Passei duas horas olhando, tentando mas sem entender. No alto de minha torre, olhei para baixo através da fresta do camarim da atriz.( É que a torre que me prendia não tinha janela.) Muitos suspiros rubros me foram arrancados. Já os sorrisos dei de bom grado. Era uma vez eu na platéia imaginando um reino inexistente, aonde as favas que foram oferecidas ao povo não foram usadas na balança. Elas foram regadas pelo suco de vinho uva e brotaram como eras traçando um novo e caótico jardim aonde flores raras eram confundidas com ervas daninhas. Quando a luz se apagou, eu sai de volta ao meu título de rainha do lar, guiada pelo cetro de pau que comanda minhas panelas. Pensei em duas atrizes rainhas e o quanto elas eram belas.
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