Sobre a mudança do meu nome
Sobre a mudança do meu nome:
daniela ramos de folhas verdes
que um dia deram botões de flores
de daniela rosa
Sobre a mudança do meu nome:
daniela ramos de folhas verdes
que um dia deram botões de flores
de daniela rosa
Nada decorreria
A velocidade tem outro dia
Sobre rodas deslizam jovens pés
Sempre rasgando o momento estabelecido
Um outro passa ouvindo o som que ele mesmo escolheu
E no coqueiro resmunga o papagaio algo que ninguém entendeu
Um caminhão acelera distante
Enquanto a folha de árvore reverbera o ventoe seu instante
Um pai aflito chama o filho com um grito
Um cachorro leva seu dono para passear
E um casal conversa o assunto da namorada que não para de falar
Aquele que desce sobe outra vez
O rapaz nomeia o movimento do seu corpo comuma gíria em inglês
A copa da árvore é muito frondosa
desenha na grama uma sombra gostosa
Dia de feriado sem contagem de tempo parece não ter fim
Tudo dura o instante da importância dos fatos que capturo pra mim
são paulo,vinte de novembro de dois mil e oito.
1000 reais de abadá
whisky 150 reais
energético
bebida to drink imaginação
música de três palavras
som de nenhum verbo
carnaval: inércia da atitude
um de março de dois mil e nove
- Espalma!!!
Dignidade não tem nome
É coisa de alma.
Fere no outro sua parte de homem
Coincide com a ausência da atitude
me inquieta a alheia tolerância
me entristece minha insignificância
ser alguém que nada pode fazer
ser alguém que tem que temer
passar e não olhar
passar e me calar
só não deixo de pensar
nem de tentar entender
Espalma
Palma
Pobre
Miséria
- Estende a mão!!!!!
Isso é um assaldo de um poema de indignação !!!
Minha arma, contra os bandidos vestidos de mocinhos da minha nação!
Aonde a história é um caminho na escuridão
e a única luz transformadora é a educação
Até quando esperar então?
Que coisas habitam minha cabeça?
meu pensar
apesar dele voar
quero fixar palavras
coisas cabem em pedaços
grandes ou pequenos
sentimentos formados de letras
cada uma
é o si e toda a palavra
muitas coisas
frases
muitas frases são só sons
tenho pertencido ao meu cocoruto
ao começo do que é minha cabeça
a parte que fica o tempo todo de olho no céu
quando estou acordada e não deitada
já dormindo tudo ganha sentido
os meus sonhos nesse momento se desfazem das letras
derretendo-se em formas e cores
algo muito real
coisa de se pegar
com a luz da gente