sonhos que vem, realidades que vão
sou pedaço de espinhos
transitando em canção
sou pétala de flores
que despedaçarão
os canteiros em que floresci, já nem existem
as gotas com que me alimentei
nem escorrem mais
tenho fome de terra molhada
por chuva pingada
em dia de sol
tenho sede de liberdade cantada
com som de rouxinol
pode ser também qualquer outro passarinho
já que não há árvores em meu caminho
qualquer canção cantarolada por bico e pena será bem vinda
tenho necessidade plena de natureza
minha arma é ter amor no coração
verdade na cabeça
e palavra em canção
minha liberdade é poder escrever
ler poesia alheia
e me indignar com aquilo que não sei entender
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07:26:08
Mandou bem Dani! Mande tb notícias.
beijos,
Deborah