Fênix de aquarela
Tem cores na vida que em certos momentos só servem para sombrear o desenho cheio de luz
O corpo transcende
A matéria inexiste
E o que resta fica pingando nuances
Tonalidades que são demais
Dá vontade de chorar e sorrir ao mesmo tempo
Dá uma sensação de não se ter nada por dentro
De não mais inteiro
De não mais verdadeiro
De não ser
Como é não ser para quem resiste?
Mesmo não sendo ainda o é.
Mesmo triste
Algo como nascer ou morrer
Não me lembro de quando nasci
mas sempre lembro que já morri
E tem momentos em que não sei morrer mais
Os filhos de ontem são hoje os pais
Mesmo renascendo continuo não sabendo
Colorindo , me sinto resistindo
Mesmo pintando estou me perguntando
Até quando quererei pincelar?
Até aonde poderei me desenhar?
Será o resistir meu eterno lugar de estar?
O corpo transcende
A matéria inexiste
E o que resta fica pingando nuances
Tonalidades que são demais
Dá vontade de chorar e sorrir ao mesmo tempo
Dá uma sensação de não se ter nada por dentro
De não mais inteiro
De não mais verdadeiro
De não ser
Como é não ser para quem resiste?
Mesmo não sendo ainda o é.
Mesmo triste
Algo como nascer ou morrer
Não me lembro de quando nasci
mas sempre lembro que já morri
E tem momentos em que não sei morrer mais
Os filhos de ontem são hoje os pais
Mesmo renascendo continuo não sabendo
Colorindo , me sinto resistindo
Mesmo pintando estou me perguntando
Até quando quererei pincelar?
Até aonde poderei me desenhar?
Será o resistir meu eterno lugar de estar?
Daniela Rosa
Dia dezenove de Abril de Dois mil e sete
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