Saturday, August 30, 2008

Poesia

Para uns escrever é uma arte
Pra mim faz parte
da vida
inteira ou dividida
minha ou de outrem
escrevo aquilo que me vem
uns acham que é inspiração
eu penso que são momentos rimados
feito canção
pensamentos repartidos
com letras num papel
pode-se poemar pessoas
ou o azul do céu
pode-se escrever sentimentos
tristes ou felizes
é um alívio , um desabafo
ameniza as cicatrizes
tem palavras que são roubadas
e depois rimadas
tem sentientos que são vividos
e condensados
depois eles são relatados
não saberia ser sem escrever
para mim rimar é como amar
eu tô ali observando
escutando e flertando
quando percebo estou amando!
eu tô ali no fluir da minha terrena estadia
e quando escrevo percebo que é poesia

Posted by dani rosa at 22:25:55 | Permalink | No Comments »

eu em mim

Sonho de águas
Uma caverna, gruta
algo assim
toda a beleza ao redor de mim
verde mata
me hidrata, o ser
luz solar clareando
o que não se pode esquecer
água límpida, meu corpo de ti sente saudade
minha mente sufoca um rio morto da cidade
aonde durmo, tem poluição
água morta
e concreto no chão
aonde sonho, tem mar sem fim
vida líquida
e a mãe natureza que coloca meu eu em mim

Daniela Rosa
dia vinte e seis de abril de dois mil e sete

Posted by dani rosa at 19:04:24 | Permalink | No Comments »

Melancolia

Fumaças do concreto
fervem meu ser em ebulição
ter vida por perto
me inspira canção
não dá pra musicar a vida
Já que ela não tem refrão
só se a melodia for improvisada
nas brumas da imensidão
Tudo em mim se transforma
mas a melancolia, não

Daniela Rosa
dia vinte de abril de dois mil e sete

Posted by dani rosa at 19:03:59 | Permalink | No Comments »

Silêncio cruel

Preguiça de viver
Melancolia?
A dialética do ser artista
A eterna voz do nunca desista
Falha
e no dia após dia
o silêncio atordoa
causa o formigamento do ser
E só da para estar
anestesiando o viver

Daniela Rosa
Dia vinte de abril de dois mil e sete

Posted by dani rosa at 19:00:51 | Permalink | No Comments »

Fênix de aquarela

Tem cores na vida que em certos momentos só servem para sombrear o desenho cheio de luz
O corpo transcende
A matéria inexiste
E o que resta fica pingando nuances
Tonalidades que são demais
Dá vontade de chorar e sorrir ao mesmo tempo
Dá uma sensação de não se ter nada por dentro
De não mais inteiro
De não mais verdadeiro
De não ser
Como é não ser para quem resiste?
Mesmo não sendo ainda o é.
Mesmo triste
Algo como nascer ou morrer
Não me lembro de quando nasci
mas sempre lembro que já morri
E tem momentos em que não sei morrer mais
Os filhos de ontem  são hoje os pais
Mesmo renascendo continuo não sabendo
Colorindo , me sinto resistindo
Mesmo pintando estou me perguntando
Até quando quererei pincelar?
Até aonde poderei me desenhar?
Será o resistir meu eterno lugar de estar?

Daniela Rosa
Dia dezenove de Abril de Dois mil e sete

Posted by dani rosa at 18:57:52 | Permalink | No Comments »

A força também cansa

Hoje acordei sem fome de viver
Meus olhos se abriram para um sono sem fim
Alguma coisa morta pulsava dentro de mim
Como se a força de lutar quizesse apenas descançar
Aguerreira também se cansa
Mas o mundo lá fora da cama também me chamava
Então rastejei até o computador para conseguir alguma vitamina
Li lá um poema de Marina
A poesia sempre me anima
Pois há aqueles que lutam a vida inteira e Brecht me fez perceber que sou imprecindível

Daniela Rosa
Dia dezoito de Abril de Dois Mil e Sete

Posted by dani rosa at 18:46:46 | Permalink | No Comments »

Friday, August 29, 2008

Rua Augusta 2

o moço que jantou
terminou a refeição
sozinho observa os transeuntes
tremendo o pé no chão

um senhor robusto segura uma esguia mala de viagem
e sorri com bochecahas vermelhas apoiadas na bagagem
ele esperava a moça que conversa com uma outra
muita troca
muito carinho
ele gentilmente arrasta a mala
e dá para ela o lírio branco que o acompanhava
enquanto ele a esperava

Posted by dani rosa at 23:47:16 | Permalink | No Comments »

Rua augusta 1

No balcão do bar com uma bic quase acabada
escrevo

olhando o pernil assado
e o limão que nele foi “rodelado”
 a fruta enfeita cítrico
refletindo no meu eu crítico

aqui alguém nota
aquilo que um outro anota

penso no como pedi quase implorando
o resto da tinta de uma caneta acabando

passo um contato meu à um desconhecido
penso que viver é ter escrito e olhadao ao lado
ter percebido que nunca estou só
mesmo tendo me repartido  e me dado um  nó

uma Ana na lateral se encanta
com meu tom contrauto de falar
sou apenas mas uma voz que não se deve gravar

preciso de muito, muito pouco para ser
e pouco muito para viver 

Posted by dani rosa at 23:43:35 | Permalink | No Comments »

Esperando

No espaço de tempo
perdido o momento
decido

passo ao passo
andar
de não dar nenhum

ando no espaço de parar
sento
me ausento
enquanto aguento
não esquento pois tenho o vento

fluir
eu, a vida e o ir

preciso estar perto para sentir a distância
o que nos tem relevância
não tem importância em ultima instância

passei por aqui e não vi
que li o que escrevi

no momento de ficar
pensava que estava fazendo com vontade de parar

por um breve instante tive saudades do mar

Posted by dani rosa at 23:34:26 | Permalink | No Comments »

espaço

tempo,tempo
existe algum lugar em que me encontro
enxergo além do espelho
procuro além do corpo
minha morada
paz é meu maior desejo
expresso o que vejo
sem saber aonde vou chegar: caminho
o momento de estar
é sempre sozinho
e o de partir é com muitos eus
nunca fui de adeus
mas sinto que tenho que entender
preciso viver
e para isso
ser, ser, ser
deixar o passado ao lado  é pra não ter que olhar pra trás
nem parar
sou aquilo que escolho e vou aonde preciso estar
sabe qual a maior questão?
é a de perguntar o porque da confusão
a alucinação é tentar sempre se conhecer
quando sinto que me vejo
percebo nada ver
Posted by dani rosa at 23:15:21 | Permalink | No Comments »